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O melhor está para vir!!!

(Memórias e Recordações, Apontamentos, Registos e Enganos...Cogitações e Tentações - A Felicidade mora aqui!)

O melhor está para vir!!!

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24
Nov15

A um passo...

Benedita

Falta precisamente um mês para o Natal!

Vamos saborear a contagem decrescente com todo o amor do mundo, muita paz, ver a alegria contagiante dos mais novos (e não só!!!), presentear a família, os amigos e com quem quer que nos deparemos com abraços, conforto, sorrisos e uma imensidão de calor humano.

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21
Nov15

Á mesa

Benedita

A rotina dos anos de trabalho continua a deixar-me ansiosa pelo fim de semana.

Com o coração aos pulos, porque são os dias em que podemos estar todos juntos em passeio ou em casa, partilhar, sem pressa nem horários, uma refeição e esticar a mesma com conversetas, desabafos, ideias, sugestões e outras coisas que as conversas, que são como as cerejas, vão trazendo á tona da mesa.

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19
Nov15

Vicio

Benedita

Desde que pertenço à turma dos desempregados, ganhei um novo vicio, um vicio intensamente viciante.

Digamos que é um vicio saudável, envolvente, que exercita todas as linhas do meu cérebro e em todas as direcções.

Foi amor á primeira vista e chama-se XADREZ!!!

Nem mais nem menos, estou hiper viciada em jogar xadrez.

Todos os dias depois do almoço, eu e o meu avô, ficamos frente a frente, que nem Karpov e Kasparov e disputamos duas, três partidas concentradas, renhidas e aliciantes.

Normalmente o vencedor é o meu avô, mas já consigo projectar jogadas tácticas, muitas vezes conduzo ao empate e de tempos a tempos alcanço uma vitória.

É um excelente desporto mental.

 

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 Nem a propósito... hoje é Dia Mundial do Xadrez!!! 

09
Nov15

Era uma vez...

Benedita

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Era uma vez um gato maltês!

Pata atrás de pata foi avançando, devagar, devagarinho,

Tomou-lhe o gosto e instalou-se.

 

Tal como a Toyota veio para ficar!!!

Tem medo do pai, adora o avô, desconfia da avó, venera a dona e quanto a mim estamos em campo de conquista.

É o número seis da família e coloca o lado feminino em grande vantagem!

 

06
Nov15

Nem a morte os separará...

Benedita

Hoje ao entrar numa pastelaria ouvi umas senhoras a comentar "até que a morte os separe".

O meu pensamento voou directamente para uma situação à qual não posso apelidar de caricata, mas inédita, pelo menos para mim.

Tive uns tios, tio Chico e tia Antonieta, que tinham uma taberna no Príncipe Real, hoje um sítio muito IN, conceituadíssimo e deveras na moda, mas que na altura não passava da Tasca do Cardoso no Bairro Alto.

Eram um par sem igual!

A tia Antonieta, mais conhecida pela Rainha do Peixe Frito, porque só cheirava a fritos, era de Setúbal, carregava muito nos Rs, era furreta até dizer chega e no Natal oferecia-nos umas prendas medonhas, eram sempre umas coisas cor de laranja ou roxas, tudo com um péssimo gosto, que nunca ninguém usava.

O tio Chico era meio atrapalhado, enrolava-se todo com aquele sotaque da Beira Alta. Era mais mão aberta e ás escondidas da tia Antonieta entregava-nos notas de 50 e 20 escudos, fazendo sinal para que ficássemos de bico calado.

Por falar em bico, na taberna havia um papagaio super mal educado, foi lá que eu tomei realidade das asneiras do vocabulário português.

Claro que a tia é que mandava. Eu gostava quando ela abanava os braços cheio de pulseiras escravas a tilintar e ordenava - "Ó Chico, dá lá um bolo á miúda" 

Estes tios não tinham filhos.

A vida deles resumia-se à tasca, ao papagaio, a um Austin que cintilava de qualquer ângulo e aos almoços de domingo, dia de folga, no Restaurante Funil.

Discordavam imenso, mas viviam em exclusividade um para o outro.

Um belo dia o tio, já idoso faleceu.

Telefonou outra tia a comunicar o sucedido: "Olha filha, o tio Chico, coitadinho, morreu". Passados rigorosamente vinte minutos, o telefone toca de novo.

A mesma tia: "Olha queridininha, a tia Antonieta acabou de se finar, ali sentadinha a olhar para o tio".

As cerimónias fúnebres decorreram na Basílica da Estrela.

Ali estavam eles, lado a lado, cada um na sua urna.

Foram sepultados na mesma sepultura, porque NEM A MORTE OS HAVERIA DE SEPARAR...

Nunca tinha vivido nada semelhante.

Será sempre um episódio com lugar cativo na minha memória.

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Á partes da história:

 

O tio era o parente directo, como a tia foi a última a falecer não fomos considerados herdeiros, apenas os familiares directos da tia.

Não me causou qualquer transtorno, no meu ponto de vista a melhor herança são as histórias e os bons momentos vividos, porém acho injusto, pois foi uma sobrinha do tio que sempre os auxiliou em tudo e não houve qualquer reconhecimento à sua dedicação. 

A Tasca do Cardoso ainda hoje existe, com o mesmo nome, no mesmo local.

Mudaram as personagens.

 

 

 

01
Nov15

Dia de Finados

Benedita

Por muito mórbido que pareça quando era criança adorava este dia.

A minha família paterna sempre foi a minha preferida, muito alegre e divertida. Estar com eles era um prato cheio de boa disposição, gargalhadas e dias felizes.

No dia de finados íamos todos em "romaria" fazer o "tour" dos cemitérios. Começávamos pelos Prazeres, Alto de São João, depois Benfica e por fim Carnaxide, onde se dava o apogeu da manhã, porque nos restantes cemitérios limpavam-se e arranjavam-se campas, neste havia uma "casinha", que eu achava o máximo.

Eu era muito pequena, a única criança da família, dado o meu primo, dois anos mais velho do que eu, e a mãe nunca nos acompanharem neste dia.

Eu não entendia o verdadeiro sentido das coisas, não sabia o que era a morte, diziam-me que a bisavó, o tio, a prima, etc, etc, estavam ali e eu achava que eram aquelas fotografias espalhadas pela "casinha".

Isto era, inocentemente, tão mórbido, que eu chegava a deitar-me nas "prateleiras" da "casinha", quando retiravam as urnas para limpar. Para mim não passava de uma brincadeira de bonecas. Claro que de imediato algum adulto vociferava: Benedita sai já daí!

Terminada a arrumação, qualquer família normal, iria respeitar a memória dos ausentes pacatamente nas suas casas, mas a minha família sempre foi muito à frente e cumprida a obrigação, a farra esperava-os!!!

De novo em romaria íamos almoçar a um restaurante de nome Tatu, julgo que era no Campo Grande, onde se comia uma fabulosa feijoada à brasileira, que à época era a coqueluche de Lisboa.

Empanturrados de feijoada e doces, se o tempo permitisse, íamos dar um giro, caso contrário rumávamos para casa dos meus pais e a festa continuava.

Tudo em memória dos nossos mortos, Deus os tenha lá em descanso.

Galhofa, brincadeira, anedotas e disfarces faziam sempre parte deste dia.

Lá mais para o fim da tarde, a descambar para a noite saboreávamos petiscos deliciosos... Uma euforia sem fim, que durava noite a dentro.

Recordo que á saída era sempre a mesma recomendação: "Não façam barulho nas escadas!!!

Era um dia mágico... Sentia-me envolvida por toda aquela alquimia. Zonza de felicidade, não queria que o dia acabasse!

Dessa trupe que ia em romaria, restam muito poucos e a tradição já não é o que era... Vou apenas a um cemitério colocar uma flor ao meu pai e de preferência nunca no dia de Finados.

"Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete".

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09
Out15

Da horta directamente para Glasgow

Benedita

Por motivos imperativos, sem opção, a minha irmã do coração teve de regressar a Glasgow, onde já tinha vívido anteriormente.

Na bagagem levou muitas saudades da família (felizmente as comunicações evoluíram tanto, que falamos todos os dias, por vezes até mais do que uma vez!)

Saudades dos nossos almoços, de manas, todas as terças feiras.

Do convívio em família aos fins de semana, da poesia improvisada, de nos ver-mos envelhecer e os herdeiros a crescer e a amadurecer.

Saudades dos amigos.

Saudades do clima ameno de Portugal, do "nosso" sol, da luminosidade que banha o país, da brandura dos Invernos.

Saudades da gastronomia, sobretudo do pão alentejano, das azeitonas, do azeite, das batatas e das malaguetas.

Dou por mim a enviar encomendas com conteúdos estranhos, até já despachei sardinhas...

Hoje seguirão as malaguetas, criadas aqui na quinta, produto biológico, como tudo o que se cria e nasce por cá, farão sobretudo as delícias do meu cunhado.

Ser-se emigrante é como ser-se um bolbo, as raízes perduram, esticam hastes, podem não ser visíveis, mas estão lá agarradas com firmeza ao pedacinho de terra que tanto amam.

Louvo o serviços dos CTT que conseguem colocar uma encomenda em Glasgow em dois, três dias, no máximo dos máximos em quatro dias (épocas festivas).

Por acaso hoje até se comemora o dia dos correios. Os meus parabéns a essa instituição de quem sempre fui e serei fã.

 

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